Este lugar nasce da necessidade de criar uma psicologia ecológico pois o meio ambiente é onde desenvolvemos a nossa vida Todos nós já ouvimos falar do grave deteoramento em que se encontra o planeta Terra e também sofremos as consequências, como a poluição , e perda de qualidade de vida.Então para um bom desenvolvimento da nossa sociedade é imperativo uma mudança de mentalidade e alguns costumes.
Quem poderão ser os consumidores deste produto?
O consumidor em geral. Desde o isolamento e construção das suas casas/apartamentos bem como a construção de pequenas estruturas .Todo o tipo de habitação de uma forma industrial como tambem artesanal.Devido às suas características pode ser utilizado por qualquer leigo como profissionais de construção.
Em que consiste o projecto “À Porta do Caracol”?
A concepção de casa ecológica, do projecto “À Porta do Caracol”tem como principio a produção de habitações de baixo custo com material reciclado/reciclável. Estes materiais poupam energia desde a fase de produção, à fase de utilização e posterior reciclagem dos mesmos. O custo destas casas seria muito reduzido e com performances superiores às convencionais. Tento aliar a nova tecnologia ao tradicional, defendendo a descentralização, de forma a racionalizar o território.
As empresas de construção civil podem facilmente produzir estes produtos ou vão ter que ser criadas novas empresas?
Para a produção, numa escala industrial, será necessário outras máquinas que não são utilizadas nas empresas de construção civil.
Que tipo de alterações e investimentos serão precisos para a construção/adaptação das mesmas?
Não são muito dispendiosas, mas o sistema de produção é diferente, desde as matérias primas ao modo de fabrico até ao produto final.
Procuro financiamento por parte de gente arrojada e visionária, pessoas que se interessem antes pela qualidade de vida do que pelos lucros imediatos, que entendam por bem a racionalização do território e se responsabilizem pelo meio ambiente. Procuro também sensibilizar as autarquias de que os interesses dos seus administrados têm outras e novas exigências no que diz respeito à habitação e aos gastos energéticos.
Outra forma de aplicar o meu projecto é organizar grupos, em comunidade, para gerar auto-financiamento na construção.
Tem alguma empresa interessada no seu projeto?
Desde o início do projecto que mantenho contacto com uma empresa de consultadoria, de nome Edit Value, uma spinoff académica ligada à Universidade do Minho. Esta acompanha o processo de criação de uma possível empresa de produção do ecobloco.
Entretanto, muitos particulares e empresas têm vindo a contactar-me, curiosos acerca do conceito de habitação que desenvolvi. Já me conctaram de todos os pontos do país onde já tive a oportunidade de fazer a apresentação do projecto e divulgar o material , também do estrangeiro me contactaram desde Angola, África do Sul, França, Republica Checa, Canáda, todas estes têm algo em comum, uma grande preocupação ambiental.
Quando é que prevê que o seu projeto pode passar da fase experimental para a fase de produção?
Nesta fase inicial, estamos a desenvolver modelos e protótipos dos materiais que constituem a casa. Para a produção em massa é necessario passar por uma fase de certificação do betão leve que constitui o ecobloco. O projecto tem meios para ser executado como sistema de isolação, sistema de ventilação, sistema de saneamento e recuperação de águas, convectores de energia e já com provas dadas temos as verandas (markises modernas), sistema que há quatro anos venho a desenvolver numa empresa de nome Profalnor, onde projectamos e construímos com resultados excelentes pois, não só é um volume fora de casa como mantém o contacto desta com o exterior e além disso funciona também como um gerador de energia.
Que argumentos tem para sustentar que este projeto tem interesse tanto ao nível econômico como ao nível ambiental?
Acredito que o meio ambiente é o cerne do desenvolvimento da nossa vida. Todos sabemos do grave deterioramento que sofre o planeta Terra e que também sofremos consequências como a poluição, as restrições de água e uma consequente perda de qualidade de vida. Perante isto devemos assumir a nossa responsabilidade e conhecer as possibilidades que temos para proteger e melhorar o meio ambiente.
Todas as soluções habitacionais que projectei visam respeitar o meio ambiente, reduzindo o consumo de energia de água, diminuir a produção de resíduos e facilitar a reciclagem. Por isso projectei uma habitação segundo um padrão que possa, em função da sua região, introduzir materiais locais e uma estruturação nos parâmetros locais, sempre com materiais recicláveis e que respondam às nossas exigências dos nossos dias. Para além de um custo inferior nos materiais construção, teríamos também um menor quase nulo consumo de energia eléctrica na produção e na utilização. A fácil colocação e montagem do conceito irá poupar tempo e energia na obra. Muito importante também, é a possibilidade de reciclagem no «fim da vida» dos materiais em questão.
Defendo também a descentralização de uma forma controlada, a que passa pelo bom desenvolvimento das via de comunicação, assim penso facilitar os acessos á sociedade, como explica Le Coubusier em Os Problemas da Urbanização, criando postos de trabalho e fazendo com que haja uma indústria mais espaçada entre si. É necessário um planeamento e um controlo eficáz destas, reduzindo assim emissão de CO2 localizada.
Para que tudo isto aconteça é necessário fomentar e educar a familía na compra de produtos ecológicos, reclicláveis e saudáveis.
Parar o consumo , Reduzir , Reutilizar , Re-evoluir